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  • Patrícia Segurado Nunes

Depressão ou Depressões...


A depressão é a epidemia do século XXI e encontra-se reconhecida no Plano Nacional de Saúde 2000-2010 como um problema primordial de saúde pública. De acordo com o ministério da saúde é uma condição médica definida que afecta 20 por cento da população portuguesa. A visão médica da depressão e a mais difundida actualmente é particularmente ampla e os sinais que permitem reconhecê-la são extremamente diversos e de intensidade variável o que dificulta muitas vezes a percepção do que se passa. De acordo com a Classificação Internacional de Doenças a Depressão define-se por sintomas como humor triste, perda de interesse ou prazer nas actividades, alterações do apetite e/ou do peso, alterações do sono, lentidão ou agitação da psicomotricidade, fadiga ou perda de energia, sentimento de inutilidade ou culpa excessiva, dificuldade em pensar, concentrar ou tomar decisões e pensamentos de morte, incluindo ideação suicida, planos ou tentativas de suicídio. Estes são os sintomas manifestos, no entanto, em Psicologia Clínica e, principalmente, em Psicoterapia procura-se uma abordagem compreensiva das situações. Porque cada pessoa é um ser único, considera-se que o importante não é o nome que se dá mas a compreensão e explicação da pessoa em si, do seu sofrimento e dos seus sentimentos, pensamentos e emoções. Parece realmente ser mais aceitável e facilitador o facto de haver um nome para as nossas dificuldades, como se o facto de termos uma “doença” comum a muitos nos deixasse mais acompanhados, no entanto, não é por isso que o sofrimento desaparece. Por exemplo, um choque entre dois carros é um acidente de viação mas não se resolve apenas por lhe darmos esse nome. É necessário compreender e explicar o que aconteceu como forma de resolver a situação e precaver situações futuras. É comum as pessoas referirem, quando procuram ajuda em situações de crise, que sofrem de depressão há vários anos ou que tiveram uma depressão em determinados períodos da vida. O que acontece é que, na maior parte dos casos, por se recorrer apenas tratamento farmacológico ou realizar psicoterapias muito breves ou por se interromper esse processo antes do final, as melhorias são superficiais e não consistentes, levando a que frequentemente haja pouco tempo depois nova evidência dos sintomas que permaneciam controlados. Num processo de psicoterapia, ao invés de se sobrevalorizar os sintomas promove-se um melhor conhecimento interno e, consequentemente, a modificação do padrão de funcionamento, quer interno quer interpessoal.


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