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  • Patrícia Segurado Nunes

Depressão pós-parto e reorganização familiar


A depressão pós-parto pode inicialmente ser uma preocupação da saúde mental adulta, sendo que quatro em cada cinco mães sofrem algum tipo de "depressividade" nos primeiros meses após o parto, mas 10% tem a probabilidade de desenvolver uma Depressão.


A pesquisa confirma que esta dificuldade pode realmente ter implicações de longo prazo para a mãe e restante família (Cox, 1989). Assim liga-se diretamente no domínio da psicoterapia infantil, pois incide sobre a relação mãe - bebé, influenciando o desenvolvimento cognitivo (Cogill et al , 1986) e emocional ( Murray e Stein , 1989) da criança e ao domínio da Terapia de Casal com as dificuldades da Parentalidade.


Mesmo quando um bebé foi desejado, algumas mães e/ou pais podem ter dificuldades na ligação com seu bebé, que por sua vez podem desenvolver distúrbios de comportamento, como choro, pobres padrões de sono e recusa de mama.


Esta situação acaba por causar um sofrimento duplo pois afeta tanto os pais como o bebé, com quem o contato emocional é repetidamente obstruído.


É natural experimentar dificuldades em reorganizar-se com o nascimento de um bebé, mesmo de um ponto de vista mais prático onde há um novo membro da família com os horários de alimentação, sono e outros cuidados mais rígidos. No entanto, nesta fase da vida, há também um “revisitar” da vivência dos pais enquanto eles próprios bebés, podendo por isso haver também um “revisitar” das dificuldades deles próprios. Que cuidados tiveram ou não, como foram esses cuidados, etc.


Os pais necessitam reequilibrar os seus sentimentos e emoções em relação a si próprios e em relação aos filhos. Vários estudos sobre este assunto, indicam a importância da intervenção familiar (Likierman, 2003) porque, muitas vezes, estas dificuldades estão relacionadas com sentimentos inconscientes dos pais e que necessitam ser desmontados.

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